Entre as espécies vegetais que capturam pequenos insetos, destacam-se alguns tipos de bromélias. Com cores fortes e geralmente algum líquido parecido com o néctar desejado pelos insetos, estes são atraídos e uma vez capturados servem como nutrientes para estas plantas. Mas, diferentes de nós, estas plantas não utilizam estes insetos como fonte de energia, a qual provém da fotossíntese. A degradação dos insetos serve para prover estas plantas com nitrogênio, elemento essencial na formação da molécula de clorofila (responsável pela fotossíntese). Aqui, fazemos uma comparação entre estes pequenos insetos sendo traídos pelas plantas carnívoras com a nossa caminhada na Terra. Homens e mulheres, que são atraídos para um relacionamento sexual fora do casamento, destruindo um relacionamento saudável.

Como espíritos eternos reencarnamos na Terra com sério propósito de evoluirmos e resgatarmos débitos, contraídos por ações menos dignas que tivemos em experiências pregressas. Nada acontece por acaso e muitas vezes estamos repetindo lições sentimentais que ficaram inacabadas ou mesmo tendo de recomeçar um relacionamento com a mesma pessoa, dependendo da natureza de nossas faltas. Os casais se formam ainda na erraticidade, com tempo suficiente para se harmonizarem de modo a aumentarem as chances de sucesso em uma vida de relação a dois neste plano físico. Geralmente um casal que consegue viver nos dias de hoje em relativa harmonia significa, na maioria das vezes, uma experiência adquirida após muitas tentativas anteriores, nem sempre com sucesso.

O número de filhos é também decidido no próprio mundo espiritual, dependendo do nível evolutivo das almas envolvidas neste processo. Quanto mais atrasado e possibilidades de fracasso, maior a necessidade de um programa flexível, adaptável ao nível do reencarnante. Não existe um fatalismo, mas apenas uma programação reencarnatória, adaptável a cada um dos candidatos conforme o seu nível intelecto-moral.

A questão é que dependendo do nível evolutivo atingido por cada um dos cônjuges e a determinação em manter o casamento viável, este relacionamento amoroso poderá ser exitoso ou terminar em retumbante fracasso. Um dos fatores que muito tem contribuído na dissolução do casamento continua sendo a infidelidade conjugal. A aproximação do homem e da mulher segue leis Divinas, as quais colocam juntas as almas em débitos para na vivência a dois, de modo a se perdoarem e encontrar a paz tão almejada por todos nós. Assim, após décadas de preparação no mundo espiritual e contando com o aval de Espíritos evoluídos, o casal se encontra aqui na Terra (na verdade, um reencontro perante a eternidade). Mas, passado o período de “paixão”, gradativamente as almas recalcitrantes no passado começam a se “reconhecer” e o amor, que deveria ser alimentado para superar as arestas do passado, geralmente dá lugar a espinhos ainda mais dolorosos. Evidente que isto não necessita acontecer. Ninguém reencarna para ser infeliz. Isto é sempre uma opção nossa.

Mesmo sendo plenamente justificável uma separação quando já não existem condições de uma vida em comum, permitindo aos dois reiniciarem um novo relacionamento com mais experiência e com maior chance de sucesso, o alto índice de divórcio indica que está ocorrendo um abuso desta opção. No Brasil, 56,50% dos casamentos terminam em divórcio no período de até 15 anos (IBGE, dezembro/2012). É um índice excessivamente alto e demonstra um despreparo dos parceiros e falta de tolerância e responsabilidade para a maioria dos casos. Estamos aqui na Terra como uma benção de Deus, de forma a saldarmos antigos compromissos. Se o companheiro(a) não é o ideal, devemos desenvolver a autocrítica e compreendermos que também somos imperfeitos. Mas principalmente ter em mente que não estamos aqui para nos divertirmos. Temos um propósito superior, o de saldarmos débitos e evoluirmos. Retardar este processo, fugindo aos compromissos assumidos, pode ser uma falta muito grave, onde mais tarde, ao repetir a experiência atual, não teremos as mesmas oportunidades que nos foram oferecidas para esta encarnação, tornando-se ainda mais pesadas as reencarnações futuras.

Embora a separação do casal, quando ocorre, tenha várias motivações, aqui nos referimos especificamente a um dos fatores mais relevantes. A infidelidade conjugal. Quando o perdão pela falta cometida e possibilidade de recomeço não ocorre (o que é lamentável, pois o perdão é sempre sublime) uma programação espiritual realizada com tanto esmero e envolvendo inúmeros Espíritos que nos auxiliaram é perdida. Diferente dos nossos irmãos inferiores, os insetos irracionais, não podemos nos iludir e deixar que a atração das “bromélias carnívoras” nos leve a fugir dos compromissos assumidos. Assim, como os insetos terminam a sua existência de forma trágica, os recalcitrantes nas aventuras amorosas equivocadas acabam por se envolver em sérios problemas, tanto de ordem psicológica como moral. Um relacionamento sexual é sério compromisso, vinculando-se os espíritos, algemando-os espiritualmente por muito tempo. Além disto, ninguém constrói a sua felicidade destruindo a vida do parceiro(a). A lei de ação e reação, criada por Deus é justa. Agredir a lei significa semear ventos com possível colheita de tempestade, conforme diz o adágio popular.

Os reencontros nesta existência com antigos espíritos vinculados à ações menos nobres são comuns. Mas, se acontecer, não é por acaso. Provavelmente solicitamos estas experiências antes de reencarnar como provas necessárias ao processo evolutivo e na época nos sentimos seguros e preparados para passear neste “jardim de bromélias”. Tenhamos agora então muita prudência e bom senso nesta caminhada terrena. As bromélias sempre poderão existir. Mas conforme nos ensina o evangelho, apenas lobo cai em armadilha para lobos. Não existe sentido em dizer que o fracasso, quando ocorrer, foi motivado pela expressão “a carne é fraca”. Melhor compreender a verdade, entendendo que fraco pode ser o Espírito, que por indisciplina e invigilância se deixa iludir, considerando mais cômodo as aventuras extraconjugais do que o duro trabalho de reforma moral interior.

Bem nos ensinou Jesus que a porta da redenção é estreita e largo é o caminho dos vícios. Difícil o caminho da virtude e fácil o dos equívocos. A caminhada nesta vida não é fácil, mas o antídoto também nos foi dado pelo profeta Nazareno: Orai e Vigiai. Tenhamos isto em mente, e que a nossa caminhada possa ser segura e com a consciência em paz!

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Álvaro Augusto VargasLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam ut varius felis. Proin convallis metus ac quam pharetra, ut dapibus ligula dapibus. Etiam vel viverra ipsum. Proin tempor ante non ante pellentesque vehicula. Nunc aliquam laoreet augue quis tristique. Aliquam eu hendrerit turpis. Integer placerat sem velit, vitae mollis massa dignissim et.