Estudiosos do comportamento humano afirmam que possuímos duas mentes, ou melhor, duas maneiras distintas de respondermos aos estímulos e nos relacionarmos com o mundo. Podemos chamá-las de mente racional e mente emocional.

A mente emocional é impulsiva e intimamente ligada aos instintos primitivos do ser humano, instintos que muitas vezes são essenciais para a proteção do indivíduo diante de situações de perigo. É o gatilho que dispara os mecanismos fisiológicos como a liberação de adrenalina no sangue que faz você correr ou defender-se diante de uma situação extrema. Por outro lado, a mente racional, está ligada à nossa capacidade de reflexão e análise que antecedem as tomadas de decisão. São dois modos distintos de responder às experiências ou estímulos que recebemos do meio em que vivemos.

Sabemos que a mente emocional é mais rápida que a racional, portanto, diante de qualquer acontecimento, inicialmente somos tocados por emoções como alegria, tristeza, raiva ou medo, após alguns instantes nossa mente racional passa a trabalhar analiticamente de forma ponderada e reflexiva oferendo-nos uma leitura mais adequada da situação. É a mente racional que reflete nossa real situação evolutiva.

Sabendo disto, fica evidente a importância que o controle sobre as emoções exerce sobre nossa qualidade de vida ao influenciar diretamente nos relacionamentos sociais. Muitas vezes, nos deixamos conduzir pelas emoções frente às situações cotidianas, que não mereceriam maior atenção se avaliadas racionalmente, mas que no auge do acúmulo dos inúmeros transtornos comuns da vida moderna, acabam por transformarem-se em grandes problemas, como por exemplo o motorista do carro da frente que insiste em não nos deixar passar, "Como resultado passamos a maior parte do dia convivendo com emoções negativas que além de trazer prejuízos ao convívio social, também podem acarretar problemas de saúde sérios." o semáforo que demora a abrir, a internet que está lenta, seu computador que travou, entre tantas. Como resultado passamos a maior parte do dia convivendo com emoções negativas que além de trazer prejuízos ao convívio social, também podem acarretar problemas de saúde sérios como quadros depressivos por exemplo.

Ao aprender a lidar com nossas próprias emoções estamos também optando por viver uma vida mais leve, alegre e saudável. O verdadeiro espírita deve continuamente procurar pelo equilíbrio emocional. Baseados numa fé racional, amparada no conhecimento e na compreensão das leis e dos mecanismos que regem o universo, somos convocados a reagir com equilíbrio e racionalidade diante das inúmeras situações de conflito com as quais nos deparamos frequentemente.

Porém, se perdeste o controle, e num instante infeliz, feriste quem ama ou causaste algum mal, ainda assim, não creia que este momento reflita na verdade quem tu és em essência, pois frequentemente não é somente tu que age nesses instantes. É claro que somos responsáveis por nossas escolhas e isso inclui as companhias que elegemos para compartilharmos a marcha. Se optamos regularmente por nos entregar às emoções inferiores, elegemos a companhia de espíritos menos felizes, ou inimigos do passado, que poderão gerar perturbações e prejuízos ao nosso crescimento. Não estamos sozinhos. Eleva teu pensamento à Deus e pede ajuda e esclarecimento. Nosso guia espiritual está sempre presente para inspirar-nos equilíbrio e paciência.

É claro que nenhuma mudança profunda ocorre do dia para a noite, um comportamento há muito tempo arraigado passa a integrar nossa personalidade, por isso, é preciso disciplina e disposição. Basta não desanimar, pois muitas vezes vamos falhar, mas somos aprendizes e podemos errar enquanto aprendemos, faz parte do processo.

Força sempre.

Sobre o autor

Wilson R. GarciaTrabalhador ativo no movimento Espírita, Wilson R. Garcia integra o quadro de palestrantes da USE Piracicaba. Como voluntário da União Espírita de Piracicaba, atuou no planejamento e organização de atividades doutrinárias e eventos. É um dos idealizadores da União Rádio Web onde atua como narrador, diretor musical, produtor e responsável técnico. É apresentador e comentarista do Programa Visão Espírita desde o ano de 2014. Profissionalmente é programador e atua na área de comunicação e marketing digital. Casado com Regina Garcia e pai de Jennifer Garcia.